03/08/16

Resenha - Silêncio


Nome: Silêncio
Autor (a): Richelle Mead
Tradutor (a): Daniela Dias
Páginas: 280
Editora: Galera
Comprar: Submarino - Travessa - Saraiva - Cultura
Sinopse: Acabamos de enganar os tutores mais uma vez, mas não consigo me sentir mal por ter feito isso. Aí menos, não com a certeza de que o futuro de Zhang Jing é o que está em jogo.

Desde que li meu primeiro livro de Richelle Mead gostei de seu estilo e a autora sempre me surpreendeu com universos intricados e ricamente detalhados. Foi por isso que solicitei Silêncio, mas não imaginava que a história seria tão tocante e belamente inspirada numas das culturas mais antigas do mundo. Mead mais uma vez surpreende e encantada. Conheçam.

Fei mais uma vez teve de corrigir o trabalho da irmã, Zhang. Ela está cada vez mais próxima de ficar cega e já não consegue retratar tudo o que vê. Como aprendizes do Paço do Pavão as duas irmãs ao lado dos demais aprendizes relatam tudo o que observam no vilarejo em suas pinturas. É a memória pintada de seu povo. O vilarejo no topo da montanha é dividido em camadas, dos mineradores aos anciões, é um equilíbrio e quanto mais minério enviam montanha a baixo mais alimento recebem. Presos no pequeno vilarejo este é o equilíbrio. Eles não ouvem e muitos estão ficando cegos. Qualquer tentativa de pedir mais suprimentos termina em menos comida e um aviso por serem gananciosos e estragarem o equilíbrio. Cansado do sofrimento e destruído pela morte do pai Li
Wei decide descer a montanha de alguma forma e Fei, a mais talentosa pintora e aprendiz está decidida a ir junto. Precisa salvar a irmã e precisa compreender porque sua audição está voltando. Ninguém do seu vilarejo ouve há séculos e ela precisa saber o que tem na base da montanha. O que ela e Li Wei descobrem é chocante e
revoltante, tantos as mentiras quanto às manipulações. O problema será convencer alguém da verdade e voltar ao vilarejo. Presos em uma montanha altíssima, isolados do mundo e mergulhados em crenças eles não acreditarão em dois jovens que fugiram e contrariaram séculos de tradição. Seria o ser humano capaz de tamanha atrocidade?

A partir daí a história se desenrola, ou devo dizer bem antes disso. A narrativa é bem surpreendente desde o começo porque não sabemos o que esperar da história. Misturando folclore antigo oriental e uma triste história de exploração e ganância Richelle Mead envolve o leitor através da voz marcante de Fei e Li, nos guiando desde o começo baseado nos sentimentos de perda e desespero dos dois, que partem em busca de qualquer coisa para aplacar o sofrimento daqueles que amam. Com poucas e bem colocadas descrições a autora cria um mundo de beleza sem igual, delicado e vívido, mas ao mesmo tempo seco cruel e desolado. Brincando com a ideia de equilíbrio que ela cita na trama Mead mergulha o leitor em um cenário que surpreende por ir de um extremo ao outro.

Leitura rápida porque depois que começamos precisamos saber como termina. A protagonista é forte, foge do padrão e ainda bem termina exatamente no ponto certo, sem romances de contos de fadas e sem besteiróis. Ambos os protagonistas cativam e conquistam por suas ações e personalidades. A edição da Galera está belíssima com a capa original bem adaptada e uma ótima fonte. Recomendo aos que buscam livros de culturas diferentes e que querem ser encantados por visões e universos únicos, que resgata elementos de culturas diferentes e com uma história humana, de luta por justiça e que explora a ganancia humana. Leiam e se encantem! Até mais!

01/08/16

Resenha - A Geografia de Nós Dois


Nome: A Geografia de Nós Dois
Autor (a): Jennifer E. Smith
Tradutor (a): Glenda D'Oliveira
Páginas: 272
Editora: Galera
Comprar: Submarino - Travessa - Saraiva - Cultura
Sinopse: Lucy mora no vigésimo quarto andar. Owen no subsolo... E é no meio do caminho que ambos se encontram - presos em um elevador entre dois pisos de um prédio de luxo em Nova York. A cidade está às escuras graças à um blecaute e entre sorvetes derretidos, caos no trânsito, estrelas e confissões eles descobrem que a eletricidade pode ter caído mas não sumiu de suas conversas. Mesmo quando a geografia parece interferir...

Terceiro livro de Jennifer E. Smith que leio e segundo que me deixa com muita vontade de viajar. Sempre tive algo por estradas, sejam elas na terra ou no ar, estar em movimento é o mínimo que podemos fazer sendo tão pequenos em um universo tão grande. Parece errado ficar parado e os livros de Jennifer E. Smith conseguem nos tirar do lugar nem que seja por um curto período de tempo. Em mais uma história de amor moderna e improvável a autora nos guia por um mundo de cartões postais e distâncias impossíveis. Conheçam.

Era primeiro de setembro e Lucy estava presa em um elevador entre o décimo e o décimo primeiro andar do prédio onde morara a vida inteira. Ela se arrependeu de ter corrido para segurar o elevador no momento em que sentiu o solavanco que parou a pequena caixa metálica entre os andares e ainda por cima estava com o garoto estranho que mudara recentemente para o prédio. Owen mal notou quem entrou correndo no elevador quase fechado, ele só estava pensando na liberdade do terraço 42 andares acima. Morar no subsolo ao lado do seu pai nas últimas semanas o deixara com a sensação de peso, era como acordar com o peso de todo o prédio sobre o peito e agora que o pai dele saíra para lembrar-se da mãe dele e de como se conheceram Owen queria escapar, nem que fosse por pouco tempo. Mudar para Nova York era o ponto final em sua solidão e não imaginara que ficar preso no elevador escuro traria uma presença tão forte, estava consciente até demais de Lucy. Os dois logo emendam uma conversa e o blecaute não parece tão mau. Desse encontro do escuro surge algo diferente, mas a vida os leva para lados opostos do mapa. Lucy para Edimburgo na Escócia, Owen por uma viagem através dos Estados Unidos rumo à costa oeste e tudo o que os liga são cartões postais, numa geografia improvável, ambos descobrirão que quando é para ser nada mais importa.

Esse é o ponto de partida do terceiro livro de Smith a sair pela Galera e com uma narrativa simples alternada entre Lucy e Owen somos guiados por uma história que vai além do amor improvável e da geografia maluca. A história de ambos é sobre descobrir a si mesmo, sobre enfrentar medos e largar o passado, e principalmente
sobre correr riscos, não ter medo de enfrentar situações que parecem fadadas ao fracasso. Com uma ambientação rica que vai para lados opostos do globo a autora nos envolve na história de recuperação de Owen e de libertação de Lucy.

Entrelaçando desenvolvimento de personagem com a construção do que eles sentem um pelo o outro Smith presenteia o leitor com uma história que parece igual a tantas outras, uma história de amor jovem, mas que surpreende com elementos únicos e destacadamente um desfecho único, realista, sem felizes para sempre e grandes promessas porque afinal a vida não anda cheia deles.

Leitura rápida, que nos cativa logo nas primeiras páginas e nos instiga pela curiosidade de ver como um encontro tão improvável pode render uma história interessante e que no final realmente entrega o que prometia. Jennifer E. Smith é uma das autoras que melhor capta as possibilidades desse nosso mundo que não para em histórias que deixa o leitor desejando encontros e desencontros parecidos. Com escrita fluída e sensível a pequenas nuances ela desperta a imaginação do leitor. A edição da Galera está perfeita como sempre, gostei de terem mantido a capa original, pena que não casa com as dos outros livros, ficou nem lá nem cá. Recomendo a todos que querem uma história para passar o tempo e fazer sonhar. Um romance diferente e que vai cativar mesmo os mais presos ao lugar onde estão. Leiam! Até mais!

31/07/16

Resenha - Os Feiticeiros da Tempestade


Nome: Os Feiticeiros da Tempestade
Autor (a): Philippa Gregory
Tradutor (a): Ryta Vinagre
Páginas: 304
Editora: Galera
Comprar: Submarino - Travessa - Saraiva - Cultura
Sinopse: O ano é 1453 e o fim dos tempos de aproxima rapidamente. A atração entre Luca e Isolde cresce cada vez mais. Apesar de o jovem tentar focar em sua missão para a Ordem da Escuridão, essa tensão sempre o deixa diante de um dilema. Quando chega a uma aldeia de pescadores, o grupo de Luca de depara com uma cruzada de crianças que se diz guiada por Deus numa peregrinação à Terra Santa onde há uma promessa de que Deus fará o mar se abrir para seu povo e isso coloca a fé de Luca em xeque. Ele irá mesmo testemunhar tamanho milagre?

Segundo livro da série Ordem da Escuridão e surpreendente. É o mínimo que podemos falar de Os Feiticeiros da Tempestade. Philippa Gregory é uma das melhores autoras de ficção histórica que já li e não faz feio ao se arriscar em ficção histórica jovem. Os mistérios e as perguntas que este segundo livro apresenta são de deixar qualquer um roendo os cotovelos de ansiedade pelo próximo livro. Muita coisa nova, muito mistério e muita escuridão.
Conheçam.

O grupo de Luca segue rumo a sua nova inquisição e a cada dia que passa Luca está mais encantado com Isolde. Ao lado deles Freize e Ishraq a estrada em pleno outono não é de todo mau, mas o irmão Peter não os deixa esquecer sua missão, de encontrar sinais do fim dos tempos e relatá-los ao mesmo tempo em que os combate. Ao
chegar a um pequeno vilarejo em busca de uma embarcação o grupo é surpreendido por uma cruzada de crianças. Centenas de meninos e meninas, desnutridos, descalços, noviças fugidas, cavalariços, os mais variados tipos de crianças, não mais velhas que 16 anos, todas seguindo um jovem rapaz louro, um pastor, Johann, o Bom, que diz ter ouvido o chamado de Deus para partir e seguir direto a Constantinopla. Luca fica admirado e chocado com a fé cega com que as crianças o seguem. Já o irmão Peter fica preocupado, o jovem é muito bom de lábia e tudo parece muito real, mas poderia ele ser um enviado do próprio diabo. Enquanto isso Ishraq e Freize sempre céticos são os únicos que não estão nem de um lado, nem de outro. Seria mesmo possível que eles veriam o mar de abrir para um bando de crianças? E como elas venceriam o império Otomano? Contudo para o horror da pequena vila pesqueira não há necessidade de esperar resposta. Tragédia, perda e terror chegam até eles. Luca e seu grupo serão testados e quando não se sabe a quem se serve como você pode jurar fidelidade e sua alma?

Essa é a premissa deste segundo livro e posso dizer que Philippa surpreende fugindo de tudo o que eu imaginava. Podia jurar que seria mais um caso para a inquisição e pronto, mas não, a autora vai além apresentando personagens escusos, ordens secretas e com intenções enganosas e principalmente diversos elementos históricos intrigantes, que resgatam parte de um período conturbado e traz outro lado do mundo para o foco. Tão acostumada eu estava com os livros na Inglaterra de 1500 que mal pude me conter com cada detalhe que a autora trazia dos países à beira do mediterrâneo e de toda a trama envolvendo os árabes e o Império Otomano.

Com ambientação perfeita, desenvolvimento dos personagens principais e adições que deixam o leitor assustado a autora passa longe da síndrome de segundo livro e deixa o leitor curioso demais pelo próximo volume. O tal líder da Ordem da Escuridão me deu arrepios e se ele serve ao papa o Brasil é o país mais seguro da face da terra. Vai nessa. O Luca é um idiota se acreditou e eu queria muito ver essa série adaptada para a TV. Uma série com doze episódios no máximo por temporada seria perfeita. Ficção histórica de qualidade e ainda desenvolvimento de tramas pertinentes ao período.

Leitura rápida e que surpreende logo nos primeiros capítulos seguindo daí capítulo a capítulo com um “não estou acreditando”. Escrita e ritmo perfeito. A edição da Galera está ótima, capa muito bonita, tradução cuidadosa e fonte confortável. Recomendo a todos que procuram um livro jovem diferente, histórico sim, mas com suas liberdades, curioso, inteligente e que se arriscou a crescer nessa continuação. Leiam e se surpreendam! Até mais!

06/07/16

Aguardada continuação de Sarah J. Maas já em pré-venda

Olá! Como vai julho? Já de férias? Uma das continuações que me deixou mais curiosa quando li os comentários estrangeiros foi Corte de Névoa e Fúria, segundo da série Corte de Espinhos e Rosas da autora Sarah J. Maas que só surpreende a cada livro de sua série Trono de Vidro e promete seguir o mesmo padrão com esta também. A Galera vai lançar o livro agora em agosto com uma bela capa para combinar e belas 658 páginas. Vejam como ficou:

Corte de Névoa e Fúria, de Sarah J. Maas, 658 páginas, tradução Mariana Kohnert
O aguardado segundo volume da saga iniciada em Corte de espinhos e rosas, da mesma autora da série Trono de vidro. Nessa continuação, a jovem humana que morreu nas garras de Amarantha, Feyre, assume seu lugar como Quebradora da Maldição e dona dos poderes de sete Grão-Feéricos. Seu coração, no entanto, permanece humano. Incapaz de esquecer o que sofreu para libertar o povo de Tamlin e o pacto firmado com Rhys, senhor da Corte Noturna. Mas, mesmo assim, ela se esforça para reconstruir o lar que criou na Corte Primaveril. Então por que é ao lado de Rhys que se sente mais plena? Peça-chave num jogo que desconhece, Feyre deve aprender rapidamente do que é capaz. Pois um antigo mal, muito pior que Amarantha, se agita no horizonte e ameaça o mundo de humanos e feéricos.

Gostaram da notícia? E da capa? A Galera está mandando muito bem com os lançamentos desse meio de ano não está? Aguardem pois em breve tem resenha no blog e não deixem de comentar! Até mais!

Correio passou e trouxe com ele Star Wars novo cânone

Nunca fui de postar muitas fotos no blog, mas tenho tentado mudar isso nesse ano e hoje resolvi postar as duas fotos que fiz dos livros de Star Wars que chegaram. Os livros lançados pela Aleph estão lindos e são os do novo cânone da saga mais conhecida desta e de outras galáxias. Já comecei a ler, claro, mas estou esperando o quinto livro chegar, Lordes dos Sith ainda estava em pré-venda, para poder postar fotos dele também portanto conheçam essas lindezas:




Assim que o outro livro chegar postarei mais fotos dos livros de Star Wars da editora Aleph e começarei as resenhas. Por enquanto me digam, vocês gostariam de mais fotos no blog? Até mais!

30/06/16

Resenha - Talvez Um Dia


Nome: Talvez Um Dia
No Original: Maybe Someday
Autor (a): Colleen Hoover
Tradutor (a): Natalie Gerhardt
Páginas: 368
Editora: Galera
Comprar: Submarino - Travessa - Saraiva - Cultura
Sinopse: Sydney acabou de completar 22 anos e já fez algo inédito em sua vida: socou a cara da ex-melhor amiga. Até hoje, ela não podia reclamar da vida. Um namorado atencioso, uma melhor amiga com quem dividia o apartamento... Tudo bem, até Sydney descobrir que as duas pessoas em quem mais confiava se pegavam quando ela não estava por perto. Até que foi um soco merecido.  Sydney encontra abrigo na casa de Ridge, um músico cujo talento ela vinha admirando há um tempo. Juntos, os dois descobrem um entrosamento fora do comum para compor e uma atração que só cresce com o tempo. O problema é que Ridge tem uma namorada, e a última coisa que Sydney precisa agora é se transformar numa traidora.

Desde que comecei a ler os livros da Colleen este era um dos que mais de me deixou curiosa dentre seus primeiros livros visto que agora ela tem uma lista imensa de livros é importante dizer isso. O tema atração entre pessoas comprometidas que têm moral o suficiente para se evitarem sem o autor inventar alguma desculpa besta que libera tudo me deixou curiosa e mais uma vez Colleen Hoover consegue surpreender e ainda coloca música no meio. Conheçam Talvez Um Dia, um dos meus favoritos até o momento da autora.

Sydney estava tendo o pior aniversário de sua vida quando foi resgatada pelo vizinho que passou acompanhar da sacada sempre que ele tocava violão. Músico e com problemas para compor Ridge fecha um acordo com Sydney: ela irá compor letras para suas músicas e ficará em seu apartamento sem pagar aluguel até acertar sua vida. Morando com Ridge, o gerente da banda do irmão dele, Warren e Bridgette, uma garota bem irritadinha ela começa a compor diariamente com Ridge e tudo o que ela sabe é que jamais quer ser como Tori, a garota que jogou a amizade delas pela janela ao ficar com seu namorado pelas costas. O problema é que estar perto de Ridge é a melhor cura para a sua dor, a conexão entre eles é instantânea e o fato de ficar próxima dele dia e noite, e sentir a música da forma que ele sente por não ser capaz de ouvir torna tudo mais difícil quando Maggie aparece na porta deles. Maggie é a namorada de Ridge, aquela que acabou sendo o último assunto entre os dois e que torna tudo impossível. Sydney não vai cruzar essa linha, mas o que ela está sentindo ameaça tudo e ela sabe que Ridge está na mesma situação. Vivendo sobre o mesmo teto a situação começa a sair do controle, mesmo sem fazer nada que cruze a linha entre o certo e repetir a completa babaquice que aconteceu com Sydney os dois estão cada vez mais culpados e sem saída. É quando Sydney encontra Maggie de uma forma que ela jamais pensou e tudo se torna ainda mais complicado.

É a partir dessa premissa que a autora desenvolve sua história. Narrado entre pontos de vista alternados entre Sydney e Ridge acompanhamos a evolução da amizade entre eles e o nascimento da atração entre os dois. A cada capítulo sentimos a inevitabilidade do amor entre os dois, a cada mensagem e a cada cena Colleen Hoover consegue captar exatamente as emoções e os sentimentos que acompanham duas pessoas quando elas começam a se apaixonar e isso é fantástico porque é cada vez mais difícil ver livros onde o amor não é aquela coisa instantânea e à primeira vista. Colleen conseguiu captar os medos, a tensão e o alívio, cada sensação e ar preso, a viagem completa do primeiro oi ao primeiro beijo e a evolução da história deixa o leitor com o ar preso, sem saber o que vai acontecer.

Os personagens são ótimos, Ridge é um ótimo protagonista e sua história pessoal consegue sem melhor ainda do que a de Sydney. Os personagens secundários, Warren, Maggie e até Bridgette surpreende, com personalidades que vão além do básico e deixa o leitor se perguntando quando Colleen vai escrever sobre eles.

Leitura rápida rápida porque é impossível largar depois que você começa. Você precisa saber como termina. Talvez Um Dia é um livro que funciona como conjunto, seja a trama, seja os personagens. Colleen conseguiu uma história que capta um momento único e aliou com bons personagens, bom ritmo e boa conclusão. A edição da Galera está ótima, ótima tradução e a capa eu gostei depois que me acostumei com alguns detalhes que me incomodaram assim que a vi. Recomendo aos fãs do new adult que querem um livro de ritmo e desenrolar diferente, e para aqueles que querem ler algo do gênero e não sabem por onde começar. Se você gosta de uma boa história de amor é uma ótima pedida. Leiam! Até mais!

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29/06/16

Resenha - O Preço do Sangue


Nome: O Preço do Sangue
No Original: Allies and Assassins
Autor (a): Justin Somper
Tradutor (a): Rita Sussekind
Páginas: 378
Editora: Galera
Comprar: Submarino - Travessa - Saraiva - Cultura
Sinopse: Após a misteriosa morte do irmão, Jared se torna o Príncipe de Toda a Archenfield. Aos 16 anos, no entanto, não acredita estar preparado para governar e enfrentar o caos que toma conta de todo o Principado, além de todas as intrigas que assolam toda a corte. Jared mergulha numa investigação que pode colocar em risco não apenas a sua vida, mas a de todos os seus amigos e familiares. O passado do seu irmão logo se torna turvo e cheio de mistérios. Muitos poderiam ter motivos para matá-lo. Mas quem? O preço de sangue deve ser pago. O assassino do Príncipe deve morrer. Mas Jared sequer sabe em quem pode confiar.

Em uma época onde fantasias sai aos montes das editoras e todo mundo tenta modificar um pouco a formula do sucesso que vem dos grandes nomes da fantasia é difícil encontrar uma nova série ou nova trilogia que consiga atingir ao menos parte desse objetivo. Quando vi o livro de Justin Somper entre os lançamentos esperava apenas mais uma leitura prazerosa do gênero e nada mais, porém o primeiro livro de Aliados & Assassinos realmente vai além, traz elementos novos no meio da velha formula refeita e consegue surpreender. Seja com sua estrutura, seja pelo desenrolar da trama e pelos personagens, Conheçam O Preço do Sangue, um pouco de ar fresco no meio de um gênero que anda se repetindo cada vez mais.

Jared não estava esperando a notícia que recebeu ao voltar ao palácio. Seu irmão, príncipe de toda Archenfield estava morto, assassinado no nascer de um novo dia e a vida de Jared mudara sem aviso. O conselho dos doze governa ao lado do príncipe e cada hora marca um deles. Com a morte do príncipe Jared deve anunciar seu sucessor e ainda exigir o preço do sangue afinal o sino do carrasco agradece o machado que protege a justiça no principado. O problema é que Jared não sabe em quem confiar. Seu primo, Axel, o conselheiro com a cadeira de guarda-costas está com a missão de encontrar o assassino e também está de olho no lugar de Jared. Seus planos foram interrompidos com a morte do príncipe e agora ele precisa mudar as coisas de lugar antes de conseguir a coroa para si. Sua investigação leva ao assassino de forma rápida e eficiente, porém a aprendiz do conselheiro que ocupa a cadeira do Médico levanta dúvidas quando começa a levantar dúvidas sobre a autopsia. Suas perguntas são incomodas, mas precisas e quando uma nova morte acontece Jared está certo de que seu irmão não foi assassinado da forma que Axel quer que ele acredite. Quem poderia querer a morte do príncipe além dos suspeitos óbvios? Quem estaria tramando contra o principiado? Ao lado de Asta, a aprendiz astuta do médico Jared buscará a verdade e a justiça do carrasco será feita.

É a partir dessa premissa que o autor desenvolve sua história, dividindo sua atenção em apresentar seu mundo, seus personagens e a intricada trama por trás de tudo. A narrativa alterna o ponto de vista de alguns dos personagens principais e vai encaixando pouco a pouco as peças no lugar até a revelação final que passa bem longe daquilo que estávamos esperando. Com descrições bem colocadas a ambientação é outro ponto que chama atenção ao levar o leitor por cada canto e cada pista que Asta descobre. Somper consegue ir além de uma simples investigação ao desenvolver histórias de personagens secundários, envolvendo o leitor em suas vidas e seus motivos, tornando a leitura mais pessoal.

O único ponto que poderia ser melhor é o próprio Jared, ele é um ótimo personagem, mas no meio de tantos outros foi pouco desenvolvido. Conhecemos Asta, conhecemos a Falcoeira, o primo Axel e sua irmã Koel e até a viúva Sylvia, mas Jared passa rápido por nós, conhecemos um pouco dele, mas não suficiente e isso deixa o leitor curioso ao final, como esse príncipe que não conhecemos tanto vai sair daquela situação absurdamente cruel e inesperada? Entendo que o autor não entrou em maiores dele sobre o príncipe para não deixar a narrativa travada e cansativa, mas como eu queria saber mais detalhes do novo príncipe! Espero que o próximo livro resolva esse mistério.

Leitura rápida, que consegue envolver o leitor em seus mistérios logo nos primeiros capítulos além de deixá-lo encantado com a organização e o funcionamento desse mundo. Justin Somper mostra como tornar algo que poderia ser um desastre em um livro gostoso de ler e que ainda encanta com surpresas não apenas na trama, mas na formula. A edição da Galera está ótima, capa perfeitamente adaptada e um título perfeito. Adoraria ver a história adaptada, não apenas pelos personagens e pela trama em si, mas pelo conselho dos doze, pelos sinos e toda a organização. Recomendo a quem procura uma fantasia jovem curiosa e instigante, com boa trama e fôlego para surpreender ainda mais a cada livro. Leiam e se surpreendam! Até mais!

Aliados & Assassinos - Justin Somper
1- O Preço do Sangue
2- A Conspirancy of Princes
3- Sem Título Ainda

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27/06/16

Resenha - Além-Mundos


Nome: Além-Mundos
No Original: Afterworlds
Autor (a): Scott Westerfeld
Tradutor (a): Giu Alonso
Páginas: 546
Editora: Galera
Comprar: Submarino - Travessa - Saraiva - Cultura
Sinopse: Darcy Patel escreveu seu primeiro livro em um mês. Não muito tempo depois, se mudou para Nova York, para realizar o sonho de viver de escrever. Lizzie se prepara para mais uma viagem de avião, até terroristas invadirem o aeroporto e começarem a atirar em todos. Desesperada, Lizzie se joga no chão. “Eu estou morta, eu estou morta”... No fim, está tão convencida de pertencer ao lugar dos mortos que acaba atravessando a fronteira do além-mundo. Darcy criou Lizzie. A menina de Além-mundos é sua protagonista. Enquanto Lizzie se vê cada vez mais envolvida nos assuntos dos mortos e do submundo, Darcy luta para se manter no paraíso do YA, na Big Apple, e quanto mais Darcy aprende e amadurece, mais a história de Lizzie também cresce. Ou seria o contrário? Sempre atravessando as barreiras entre mundos, as duas irão se redescobrir, se reescrever e explorar os infinitos mundos dentro de si mesmas.

Desde que li Feios me interessei pela escrita de Westerfeld, pela forma como ele constrói seus mundos, seja no gênero que for e quando vi Além-Mundos fiquei curiosa, como não ficar? Como fã de Fringe e da teoria do multiverso não poderia deixar de ficar intrigada. Porém o que encontrei nesse grande livro não foi nada do que esperei. São dois livros em um e n]ao digo isso por ser duas histórias interligadas, mas por ser literalmente dois livros em um. Um livro de fantasia paranormal e um livro jovem adulto ficção. É tão frustrante começar a ler um livro e encontrar outro. Tentem entender.

De um lado Darcy, uma garota que 18 anos que escreveu um livro em um mês e foi escolhida para ser publicada por uma grande editora porque seu livro começa com uma cena ótima e que está em Nova York lutando com problemas de autores recém-publicados. Do outro Lizzie, uma garota que estava no aeroporto, pronta para embarcar para casa quando um ataque terrorista ocorre e ela finge tão bem que está morta que cruza a fronteira entre a vida e a morte passando a enxergar espíritos e a ter contato com o outro lado. A primeira premissa é meio meh, mas a segunda até que é interessante. Lizzie é a história que Darcy escreveu. É o livro que ela está publicando e enquanto acompanhamos sua vida em Nova York acompanhamos Lizzie, descobrindo um mundo novo a sua volta, de espíritos e outras aberrações. Tirando o fato que de a história de Lizzie é a história que Darcy publicou não existe mais nada que conecte as duas histórias. Acompanhamos a jornada de Darcy na big apple, seus encontros com outros autores, festas, e o amor enquanto acompanhamos Lizzie descobrindo um mundo novo e indo em uma caça por justiça para a garotinha que vive em sua casa e era amiga de sua mãe antes de ser assassinada.

Duas histórias que não têm motivos para estarem juntas a não ser que exista uma explicação mais esperta e que nem todo leitor pesca. Nem aqueles que acham o livro genial e nem aqueles que o acham frustrante. Scott Westerfeld é um ótimo autor e a hipótese que foi levantada por alguns é que o livro é uma sátira do mercado editorial de livros jovens adultos ou ainda uma auto avaliação de todo o processo de escrever e de se publicar no mercado atual. Quero relê-lo com essas duas hipóteses em mente porque dessa forma talvez alguma coisa funcione melhor.

Gostei da história de Lizzie, do submundo, de Yamaraj e dos ceifadores. Por mais comum que seja história paranormais e de fantasia jovem o conceito é interessante e todo o arco da história poderia ter sido muito bem trabalhado pelo autor, mais ainda do que já foi. A cena do aeroporto e toda a história de passar a linha entre vida e morte estando vivo é ótima, mas não entendi o ponto do autor ao desperdiçar uma boa premissa com um livro que supostamente é uma auto avaliação e/ou uma sátira. E baseado no título que colocaram no Goodreads ao lado do livro como se fosse uma série é bem essas duas hipóteses que moveram o autor para escrever este livro.. Enfim.

A edição da Galera está ótima, capa bem adaptada e boa tradução. A leitura flui rápido se você assim como eu ler separado. Primeiro li a história de Lizzie e depois li a história de Darcy. Além-Mundos é um livro que precisa ser lido, não dá para dizer "leia que você vai gostar", por isso eu recomendo a todo mundo que ficou intrigado com o que eu falei. Leia e me diga se estou errada, me diga onde eu perdi ou se é mesmo uma análise do processo de escrita misturado com uma sátira e uma avaliação do mercado todo. Ah e as três estrelas é para história da Lizzie ou como eu chamo, o livro número um. Até mais!

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